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O respeito em tempos de crise

Tempos de crise nos ajudam a entender muitas coisas. Ou melhor, nos ajudam a buscar conhecimento, ou entender melhor, sobre assuntos que já deveríamos dominar, simplesmente, por serem práticas diárias.

A ideia aqui não é abordar nenhum capítulo apocalíptico ou cutucar na ferida aberta causada por falta de controle financeiro ao longo dos anos. Sobre esses temas sugiro buscar orientações com especialistas e praticá-las.

O motivo deste, posso dizer, desabafo, é simples, algo que praticamos todos os dias. Praticamos conosco, com o próximo e adoramos quando praticam com a gente. Não, não é sobre o amor próprio ou ao próximo, é sobre o respeito.

Hoje, pela manhã, decidi varrer a garagem. A quarentena nos obriga a fazer coisas básicas que não fazíamos há um bom tempo. Aliás, como você está aproveitando o excesso de tempo disponível da sua quarentena? Há quem esteja aproveitando para ler mais, aumentar seu conhecimento para quando tudo isso passar, aplicar e estar um passo a frente da sua concorrência. E tem pessoas que estão praticando o “nada”, assistindo as news (repetitivas) e questionando as fake news. E, com isso, vendo o precioso tempo passar. Tudo bem, cada um tem “o dia de amanhã” que merece.

Voltando ao foco do assunto, o respeito.

Como já disse, a garagem foi varrida pela manhã e durante o processo apareceu uma pessoa. Um conhecido de anos, legal, simpático, trabalhador. Apoiou seus braços entre as grades do portão, estendeu a mão oferecendo o tradicional ato de aperto de mãos. De longe, acenei, dei bom dia e perguntei se estava tudo bem com um sorriso no rosto, afinal, era um bom dia.

De imediato, escutei a pergunta com um tom desafiador, “não vai apertar minha mão? Está com medinho da gripe?”. No início, demorei a entender a reação dele. Não sei se ele quis me confrontar questionando minha coragem em apertar ou não sua mão, independentemente se ele estava com o vírus, ou se ele simplesmente estava ignorando o respeito que tenho às pessoas neste momento de contágio sem freio.

Nesta situação, existem duas possibilidades que podem ser evitadas. A primeira, é óbvio, me proteger, cortar o caminho mais fácil do contágio. A segunda, é racional da minha parte, não transmitir nada para as pessoas, caso eu tenha a doença. E ele não sabia se eu a tinha ou não.

Posso estar errado, mas acho que da minha parte houve o respeito ao próximo, mesmo não tendo o caloroso contato físico que todo brasileiro gosta de praticar. Mas é incrível que, na mesma situação, fui desrespeitado e questionado, pelo simples fato de estar respeitando as dicas de especialistas que são simples, a principal delas: evitar o contato direto.

Existe, em mim, o respeito com meu corpo. O vírus, em algumas pessoas, funciona apenas como uma gripe simples? Ok! Legal! Alguém aqui curte ficar gripado, com aquela dor de cabeça chata e a sensação pesada no corpo? Ao longo dos meus vários anos de vida, nunca escutei, de absolutamente ninguém, “vou alí pegar uma gripe para curtir o fim de semana cheio de incômodos no corpo e dar trabalho para os outros”.

Existe, em mim, o respeito com minha família, amigos, pessoas que amo e com a sociedade. Isso não tem nada a ver com a política. Tem a ver com a humanidade. Não querer ser uma possível ponte para novos contágios mostra meu total respeito às pessoas que dependem de mim e àquelas outras inúmeras pessoas que, um dia, poderão precisar de mim.

 E existe, em mim, a forte necessidade de ser respeitado pelas minhas decisões. Ainda mais quando, minhas decisões trazem benefícios para os demais.

O desafio de hoje, do aperto de mãos em meio a uma pandemia, é apenas um exemplo. Quantas pessoas se sentem pressionadas, todos os dias, com situações simples como essa e acabam cedendo pela falta de coragem em dizer não ou pela timidez de manter firme sua decisão?

Ou, pior ainda, quantas pessoas perdem seus focos, objetivos e sonhos na vida por existirem, em seus caminhos, pessoas desrespeitosas que não enxergam a linha imaginária - e racional - da decisão alheia?

Este post não é sobre um vírus, é sobre nós.

Não houve o aperto de mãos durante o processo de limpeza da garagem, mas teve conscientização. A falta de respeito dos outros nos obriga a sermos didáticos em momentos que deveriam ser de fácil entendimento geral. E aceitação. Mas a conversa foi boa, lembramos coisas da nossa infância, relatamos alguns cuidados no dia a dia, mas aquele ponto desrespeitoso ficou registrado.

Quando as decisões trazem benefícios para você e pessoas próximas, confie nela.

3 comentários

  • qVPTDHEflrZRgYp

    SOtMuWKGL
  • IVGagOjtK

    xaMOlnjIwbuh
  • Excelente texto! O Cadu é fera. Já esperando o próximo!

    Lara

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