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Quando você inspira alguém a vida te dá segunda chance

Você já assistiu o filme Soul da Disney produzido pela Pixar? É um filme de animação 3D muito interessante.

Tenho reparado que muitos filmes de animação 3D não foram criados para crianças, mas sim para adultos. Claro que a criançada adora, mas a mensagem parece ser direta para os mais velhos. O filme Soul tem essa pegada.

Não farei spoiler do filme nem um resumo, mas preciso destacar uma frase fascinante que um personagem fala para o personagem principal no final do filme “você inspirou alguém. A vida te deu uma segunda chance”.

Todos os dias temos direito a uma nova chance. Se você for dormir e acordar no dia seguinte, vibre com mais uma chance que Deus te deu.

Trazendo essa frase do filme para o universo feminino, você acha que é possível? Você acredita que inspirando as pessoas a vida te dá mais uma chance? Ou várias chances?

Eu conheci pessoas inspiradoras em 2020. Mulheres que venceram a depressão, a solidão causada pelo isolamento social, e conheci outras mulheres inspiradoras que fazem da alegria seu estado normal no dia a dia. Conheci mulheres notáveis.

Vamos criar um cenário fictício para a frase “A vida te deu uma segunda chance”.

Pense numa mulher, vou chamá-la de Rita. A Rita é uma mulher simples, introvertida, bem caseira e não usa acessórios. Suas roupas são básicas, mas é uma mulher tranquila, não tem grandes dificuldades na vida, é casada há anos, tem um casal de filhos saudáveis, mora em um apartamento quitado e a família tem um carro. Uma vida, podemos dizer, normal, igual de muitas mulheres brasileiras.

Rita, quando sai com a família, se preocupa apenas com uma maquiagem básica, roupas comuns, sem chamar muita atenção e poucos, quase nenhum, acessórios. Somente um colar simples e um par de brincos bem pequenos, ou muitas vezes, somente os brincos.

A Rita é uma mulher bonita que não explora sua beleza, participa de um grupo de mulheres, todas com a mesma faixa etária e praticamente os mesmos hábitos. Se encontram nos finais de semana na área comum do condomínio, conversam, falam sobre a semana que passou e se despedem. Durante a semana, a mesma rotina, trabalhar, cuidar dos filhos, acompanhar o marido, ajudar a cuidar da casa, ajudar com a comida, e assim vai.

Um dia, Rita decide passear no shopping com sua filha. Não se sente atraída por nenhuma vitrine, apenas quer caminhar e parar para tomar um sundae. Caminhando pelo shopping, Rita esbarra com uma amiga que não vê há anos, a Renata.

Um encontro rápido, pois Renata está correndo para fazer suas coisas e ainda buscar seu filho na escola, mas tem o tempo suficiente para que Rita repare bem em sua amiga de longa data. Hoje, a Renata é uma mulher atraente, não somente pela sua beleza física, mas também pela sua maneira de viver, de se vestir, de falar, da espontaneidade. O que mais chama atenção de Rita em Renata não são os cabelos longos nem o corpo bonito, mas sim as cores. O colorido nas roupas, nos acessórios, na bolsa e nos olhos. O colorido na vida, no sorriso.

Renata vai embora. O primeiro comentário da filha de Rita é, “de onde você conhece essa mulher bonita?”.

“Você achou a Renata bonita?”, pergunta Rita.

“Sim. Quer dizer, diferente. Sei lá, alegre, feliz, comunicativa, simpática, extrovertida, corajosa...colorida”, responde a filha de Rita.

As duas param por poucos segundos em silêncio. “Vamos para casa”, afirma Rita.

Os dias passam com a mesma rotina de sempre. No próximo final de semana, Rita desce para a área comum e participa da sua tradicional roda de amigas, mas desta vez comenta algo sobre o encontro no shopping. O comentário não se resume apenas no ato do reencontro, mas se estende pelas qualidades observadas na amiga Renata. As amigas escutam, mas não levam nada em consideração.

No final da noite, Rita sobe para seu apartamento e, sentada em seu sofá, sente um desconforto mental ao lembrar do reencontro no shopping. Os pensamentos são confusos, “A Renata está linda”, “ela parece ser feliz”, “ela fala tão bem, é alegre”. A confusão com os pensamentos é com relação ao seu estilo de vida, pois Rita sempre considerou sua vida feliz, uma vida boa. Sim, não é uma vida ruim, mas começou a perceber que pode viver melhor.

Dias passam e o marido de Rita a convida para um jantar romântico em seu restaurante preferido. Ela aceita, claro. Junto com o convite, Rita recebe uma caixa de presente. Dentro, um conjunto de acessórios bem brilhantes, diferentes dos que está acostumada a usar. Rita acha estranho o presente e questiona o marido o motivo para ele ter comprado e escuta uma frase bem simples, “Achei bonito na vitrine, achei que gostaria de usar”.

Rita decide usar os acessórios novos. São bonitos, de pedras, maiores que os acessórios que ela usa normalmente. O par de brincos chega a incomodar pelo tamanho e tanto brilho. Rita se sente um pouco desconfortável, parece que saiu um pouco da sua zona de conforto, mas logo se lembra da sua amiga Renata, dos acessórios que ela usava no dia do reencontro, do comentário da sua filha, então, decide experimentar uma noite com eles.

Chegam ao restaurante e Rita começa a perceber alguns olhares em sua direção. Os olhares incomodam quando não sabemos o motivo. O jantar é delicioso, o restaurante é fabuloso. A noite é ótima. Ao saírem do restaurante a recepcionista deseja um bom descanso e deixa sair uma frase em voz firme, “os brincos da senhora são lindos. Tenha um bom descanso”.

O comentário deixa Rita paralisada, o corpo imóvel por um ou dois segundos, até que seu marido a puxa pela mão e pergunta o que aconteceu. Rita responde, “nada, meu amor”, mas com um sorriso diferente no rosto. Um sorriso diferente que fez seu marido ainda questionar algo, mas a vida seguiu e foram para casa.

Um simples comentário gerado pelo uso de um par de brincos fez Rita pensar e pensar e pensar ao longo da semana. Mas Rita entende que não é o brinco que a faz ser mais bonita ou mais interessante.

Sabe aquele tradicional encontro na área comum do condomínio? Então, a Rita foi de novo, mas desta vez experimentou ousar e escolheu uma roupa mais alegre e acessórios diferentes do que usa normalmente. Suas amigas a olharam de cima a baixo. “Mudou o visual Rita?”. As amigas elogiam, mesmo achando estranho. A noite flui bem. Rita parece estar mais solta, mais atenciosa, muito mais aberta e sorridente, mesmo ainda um pouco incomodada com tantos elogios e olhares desconfiados.

A noite caba, Rita sobe e entra no apartamento. Vai direto para o banheiro da sua suíte e fica alguns segundos se olhando no espelho. Começa a perceber algo diferente em si. Percebe que pode ser mais alegre que o normal. Começa a perceber que existe algo a mais dentro de si, algo querendo sair, querendo explodir. Algo querendo mostrar sua real beleza. Vai dormir com outros pensamentos para o dia seguinte.

No dia seguinte, Rita chama sua filha para um passeio no shopping. Desta vez, o passeio é diferente. Rita observa as vitrines, entra nas lojas, mexe nos cabides, experimenta acessórios. A filha fica sem entender, mas gosta da agitação da mãe.

As duas voltam para casa com poucas sacolas de novos produtos adquiridos no shopping. Até o marido estranha. Rita, sob os olhares alegres de sua filha, começa a experimentar as roupas e acessórios novos. É elogiada por todos de casa, mas o comentário mais intrigante é de seu marido, “tão bom te ver assim, feliz e vivendo. Belas compras. Já podemos agendar um novo jantar romântico para você usar isso tudo”. E sai com aquele olhar de encanto sobre a esposa.

A parte da frase “feliz e vivendo” ficou martelando na cabeça de Rita. Não são acessórios. Não são roupas.

Os dias passaram e chegou mais um final de semana. Desta vez, Rita não desce para a área comum do condomínio, ela faz diferente. Chama suas amigas para sua casa, coloca um som ambiente, faz uns petiscos, e se veste com um lindo vestido longo, descalça, com cabelo solto e pulseiras, colares e brincos coloridos. Ela parece leve, uma brisa do mar. As amigas, mais uma vez, sem entender, mas gostando do que veem, brincam com o novo visual de Rita. A noite é descontraída entre as mulheres. O tom de voz aumenta um pouco, as risadas são ouvidas de longe, a filha entra na conversa, coisa que não acontecia antes. A noite parece ser especial, e é.

As amigas de Rita vão embora, mas uma delas, antes de sair, convida Rita para ir em seu apartamento no dia seguinte para conversar sobre um assunto sério. Rita aceita.

No dia seguinte, à noite, Rita aparece no apartamento de sua amiga, sorridente, com roupas leves, poucos acessórios coloridos e brilhosos e uma maquiagem sóbria, porém bonita. A conversa é bem direta, “Rita, como você conseguiu mudar e ser alegre? Como você consegue ser forte? Como você faz para sorrir?”. A sequência de perguntas pegou Rita de surpresa. A surpresa não foi pela velocidade das perguntas, mas o que responder. A amiga continua com a frase, “sempre achei você uma mulher firme e alegre, mas de umas semanas pra cá você mostrou muito mais firmeza, mais alegria, mais vibração, mais empatia com todas do grupo, não sei bem o que dizer, mas é mais beleza...algo que inspira, algo que conforta”.

Sem respostas concretas, Rita inicia uma conversa normal, sem muito mistério. Rita apenas diz que se permitiu experimentar as cores, a vida, viver mais leve, viver ou invés de sobreviver. Não existia remédio ou simpatia, muito menos um livro de auto ajuda, mas apenas aceitar algo diferente. Apenas trazer lá de dentro algo que estava guardado há anos, que se escondeu pela vida automática que muitos insistem viver.

A amiga não entende nada, acha que Rita esconde algo, mas aceita o desafio sugerido: mudar algo.

Rita leva sua amiga para seu apartamento e pede para que ela experimente algumas roupas e acessórios. A amiga estranha o pedido, mas aceita. Elas se divertem trocando de roupas, experimentando novas combinações. Entre trocas de roupas, conversas animadas, sorrisos livres e uma sensação de liberdade.

A amiga, em poucas horas, não entende como tudo mudou tão rápido. Ainda acha tudo confuso, mas sai da casa de Rita com outros pensamentos.

No próximo final de semana, um novo encontro acontece na área comum do condomínio. Sem combinar, Rita e sua amiga aparecem quase com o mesmo estilo. As demais amigas, sem entender nada, observam as duas, não comentam nada e fazem sua tradicional noite de assuntos diversos.

O tempo passa e a cada final de semana uma amiga aparece com novo visual. Parece um efeito cascata.

O tempo continua passando e Rita enxerga mudanças dentro de casa, o marido mais companheiro, os filhos mais unidos, a casa mais alegre e harmônica, as amigas mais leves e sorridentes. Os encontros do final de semana já não acontecem mais sempre na área comum do condomínio, acontecem nos apartamentos com novas pessoas, em restaurantes e bares.

Um dia, Rita recebe uma mensagem no WhatsApp. Um convite para tomar café com três das amigas. Ela aceitou, claro. Trocou de roupa e desceu para o outro apartamento. Ao se sentar na cadeira, Rita recebe uma caixa com um belo laço colorido. Sem entender nada, Rita abre a caixa e tem uma caneca com uma frase estampada, “Gratidão é viver o melhor da vida”.

Rita não entende o motivo de ganhar algo tão especial. Ela é fanática por café e faz coleção de canecas. Adora tomar seu café da manhã em suas canecas, cada dia uma caneca diferente.

Rita questiona o motivo do presente e é quando tudo se encaixa quando suas amigas começam a explicar com detalhes.

Quando você inspira alguém a vida te dá uma segunda chance.

Rita descobriu que sua mudança foi fonte de inspiração para as três amigas. Uma das amigas sofria de depressão há tempos, mas não declarava isso nas reuniões. Tomava remédios contínuos que a deixavam lenta e desanimada. Sua depressão, ou humor triste, teve início quando ela foi demitida em seu último emprego, local onde trabalhava há muitos anos e, desde então, não conseguiu se recolocar no mercado.

A outra amiga, aos prantos, disse que a mudança de Rita a vez enxergar que é possível ser feliz após um divórcio. Após o fim do casamento, ela se sentia a pior mulher do mundo, não tinha mais coragem de sair, de se maquiar, sua autoestima se arrastava no chão. Os eventos que ela frequentava sempre eram os da família. Não se permitia arriscar e tentar algo diferente.

E a terceira amiga, sem motivos claros, permitiu que sua vida entrasse no modo automático e parou de viver as coisas boas. Ela não vivia depressão ou rejeição, ela apenas vivia algo comum, todos os dias.

Após escutar tudo isso, Rita cai aos prantos. Chora como uma criança. Então, ela começa a contar como tudo aconteceu em sua vida. Tudo teve início quando ela esbarrou com sua amiga Renata no shopping e percebeu uma pessoa alegre, com vida. Reparou em suas roupas, seus acessórios, seu cabelo, sua maquiagem. Ela viu na Renata um modelo de mulher bem vivida, feliz, bem resolvida e decidida. Com isso, permitiu-se mudar. Foi quando ela comprou novas roupas, novos acessórios, passou a fazer exercícios, escutar novas músicas, conversar mais com os filhos, namorar mais o marido e, com isso, ela viu tudo ao seu redor mudar. A família mais unida, o casamento mais apaixonante, sua saúde revigorada.

E foi assim que as amigas confessaram. Elas, nos encontros no condomínio e no dia a dia, observavam o que a Rita fazia de diferente, o que ela usava de novo, quais cores novas, os acessórios, o cabelo solto. E todas elas enxergaram em Rita uma forte fonte de inspiração. Com isso, as amigas também perceberam novos relacionamentos surgindo, um novo modo de viver acontecendo em suas casas.

Daí, Rita entendeu que inspirando outras pessoas, a vida lhe deu uma nova chance. Mas a nova chance não é a reencarnação, mas sim uma nova vida em conjunto com as pessoas que ele ama.

Não foram os acessórios novos. Não foram as roupas novas. Não foi a maquiagem nova. Foi a atitude, foi o querer. Foi permitir que sua real beleza assumisse o primeiro plano, afastando qualquer dúvida sobre o melhor da vida. A mudança pede esforços simples. A sua real beleza te encaminha para uma vida colorida, sorridente. A real beleza não faz excluir todos os desafios da vida, apenas te faz encarar todos eles com determinação, firmeza e coragem para viver a vontade boa, perfeita e agradável de Deus.

Foi assim que Rita e suas amigas entenderam e descobriram suas reais belezas. A real beleza não estava nas roupas novas, nem nos acessórios ou maquiagens, mas sim na vontade em viver, na gratidão em sorrir, na gentileza em ajudar o próximo, na empatia em entender cada situação, na amizade em não deixar os encontros se perderem, na coragem em mudar e buscar o melhor para si.

Não viva no automático. A vida te proporciona novos capítulos todos os dias. Faça dela a sua melhor peça de teatro.

Faça da sua vida uma grande inspiração para outras e veja o extraordinário acontecer.

;)

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